quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um conto de fadas inacabado

É incrível como quando conhecemos alguém ficamos cegos e não conseguimos pensar em mais nada. Foi assim quando o vi pela primeira vez. Um início de noite, num lugar nada agradável, onde estudantes são escravizadas disfarçadamente, numa pré-festa da universidade. Uma amiga em comum, uma paixão em comum: motocicletas. E foi aí que tudo começou.

Meses antes eu havia levado um susto quando um louco me fecha enquanto eu ia para minha aula numa linda e ensolarada sexta-feira de outubro. Pronto, ali eu me traumatizei. Além do psicológico, fiquei umas boas semanas andando com a ajuda das minhas adoráveis e inseparáveis muletas (Minha prima - a coisa mais linda que existe no Universo - as chamava de "Mu" e "Leta" *-*), inclusive no meu aniversário de 20 anos...

O fato é que meu trauma nos aproximou. Conversa vai, conversa vem, ele se comprometeu a me ajudar a voltar com a coisa que, até então, eu mais amava fazer: estar em cima de uma moto.

E quando eu saí na garupa da moto dele (Uma moto que, particularmente, eu achava horrorosa), me senti livre novamente. Era como se eu tivesse voltado a vida, voltado a viver. Como se, naquele instante, meu coração tivesse voltado a pulsar. E muito mais forte do que já havia pulsado.

E hoje eu me pergunto onde isso tufo foi parar? E até agora não encontro respostas.

Esse vai ser meu "diário". Não sei até quando vou escrever e nem a que ponto essa história vai chegar. Mas vamos deixar...

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